Definindo o Alzheimer

Uma das realidades inegáveis da vida é que esta avança a cada dia, e que em algum momento do futuro ela se deteriorará. Duas são as datas que vão acompanhar a lápide quando falecer: o dia do nascimento e o de falecimento.
Entre elas, a vida se desenvolve com todas as suas alegrias e amarguras, com todas as oportunidades e inconvenientes.
Todo mundo deseja ter uma vida longa, e se é assim com os seres queridos ao lado, melhor ainda.
Porém, na medida em que vão se passando os anos, as forças fraquejam, as capacidades e habilidades já não são mais o que eram antes, e pouco a pouco vai sendo menos capaz de realizar as atividades. Porém, se existe um mal que se teme mais do que a própria morte, é a doença, sobretudo se essa é dolorosa.
Ninguém gosta da dor, dito isto, essa serve como sinal para alertar ao organismo de que algo não está indo bem, e quando a dor persiste por algum problema de saúde, a situação pode se converter em algo insuportável.
Ainda mais temido que a dor é o Mal de Alzheimer, também conhecido como a Doença de Alzheimer.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, isso é, que afeta principalmente o cérebro e que este vai perdendo suas funções de forma paulatina.
Concretamente, ele se produz pela aparição de determinadas células como as placas senis e emaranhados neurofibrilares, que vão se acumulando dentro do cérebro, provocando uma perda progressiva de funcionalidade, das quais a mais evidente é a deterioração da memória.
A denominação desta doença se deve ao seu descobridor, o psiquiatra Alois Alzheimer, que em 1906 foi o primeiro que escreveu os signos e sintomas desta doença. Há que diferenciar as consequências dessa doença na progressiva perda de memória do que é devido ao simples passar do tempo e a uma idade avançada, do mesmo modo que há que investigar para descartar que existem outras patologias que podem explicar estes problemas de memória.


Vídeo recomendado: Metrus Instituto de Seguridade Social

Com certeza se teve a oportunidade de perguntar às pessoas de meia idade sobre seu maior medo em relação à saúde, estes responderão que padecer com câncer é o pior que poderia ocorrer.
Apesar de, atualmente, tenham sido realizados muitos avanços na prevenção e tratamento do câncer, essa doença segue como uma doença morta, numa porcentagem que vem sendo cada vez menor. Além disso, sempre fica a dúvida da possibilidade de uma “recaída” com a reaparição do câncer e suas consequências.
Conforme a idade vai avançando, já próximo aos sessenta, se voltar a fazer a mesma pergunta, surpreendentemente o câncer se converte em uma segunda causa de temor sobre o padecimento por doença.
Em primeiro lugar, aparece o Alzheimer como a doença mais temida.
Diferente do câncer, o Alzheimer não produz uma deterioração física tão importante em curto prazo, nem diminui a vida tão rapidamente.
Porém, apesar de todas as razões, se tiver que comparar, as pessoas mais velhas tem mais ao Alzheimer, pelas implicações cognitivas que essa carrega.
Na medida em que se envelhece, vão se perdendo os entes queridos: primeiro os pais, tios, logo vem os irmãos, companheiros e inclusive o cônjuge.
É possível sobreviver a isso, pois de todos eles fica algo – a recordação do que foram, o que compartilhamos com eles –, algo que se converte no mais precioso tesouro de uma pessoa mais velha, mais importante, inclusive, que todas as posses, títulos e honrarias que possa receber.
Porém esse tesouro é ameaçado pela possibilidade de esvaecer-se com a doença de Alzheimer.
Pensar que pouco a pouco serão perdidas as recordações, chegando ao esquecimento de quem é si mesmo, é o pior dos “pesadelos” de um ancião, muito pior que qualquer outra doença – inclusive o câncer.

Para evitar estes medos seria adequado implementar campanhas de informação, explicando sobre a realidade do Alzheimer, como ele afeta a uma pequena porcentagem e sobre os grandes avanços que estão sendo realizados em relação à detecção precoce e ao tratamento.
A doença de Alzheimer tem a característica de se expandir pelas distintas regiões cerebrais, o que terá progressivas consequências no modo de pensar, sentir e comportar do sujeito, começando pela perda da memória.
Essas mudanças culminarão, com o tempo, em importantes deteriorações nas capacidades de desempenho do dia-a-dia do paciente, afetando tanto a sua qualidade de vida, como a sua independência. Essa doença se encontra dentro do grupo das demências, definidas como a perda de funções que as pessoas já haviam desenvolvido, seja de fala, pensamento ou memória.